Perfuração de duto da Transpetro alerta para alto número desse tipo de crime - Combustível Legal
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Perfuração de duto da Transpetro alerta para alto número desse tipo de crime

Publicado em 19/12/2018 por Alessandra de Paula

A ação de criminosos colocou em risco mais uma vez a população e o meio ambiente. Uma tentativa de furto em um oleoduto da Transpetro, ocorrida no dia 8 de dezembro, provocou o vazamento de 60 mil litros de óleo, atingindo o Rio Estrela, em Magé, que deságua na Baía de Guanabara. O problema teria sido causado por uma quadrilha especializada em roubos de combustíveis de dutos. Eles perfuraram a parede do tubo e instalaram uma válvula e um mangote para retirada de produto.

Essa não é a primeira vez que a companhia é vítima desse tipo de crime: em 2017, foram 227 tentativas de furto em oleodutos. Já em 2018, até novembro, foram 240, sendo 64 só no Rio de Janeiro. Fora os danos ao meio ambiente, as intervenções criminosas podem provocar incêndios e explosões.

Equipes mobilizadas em Magé

A empresa interrompeu o funcionamento do duto e, desde então, trabalha no recolhimento dos resíduos. A fase emergencial da operação foi encerrada no dia 14, mas técnicos da companhia permanecerão no local para o monitoramento do solo, do mangue e da fauna, e substituição das barreiras de absorção no Rio Estrela. Uma unidade de atendimento à fauna permanece instalada na região, com atuação de veterinário e especialistas em meio ambiente. Desde o início da emergência, a companhia mobilizou mais de 400 profissionais, 24.600 metros de barreiras, embarcações de apoio, aeronave, drones, caminhões, retroescavadeira, dentre outros recursos.

Todo o trabalho realizado está sendo acompanhado por representantes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea/RJ), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Marinha, além de contar com apoio de órgãos de segurança.

As ações chegaram a ser interrompidas na tarde do dia 11, já que técnicos da Transpetro foram ameaçados por homens armados com facões, segundo nota divulgada pela companhia, que pediu apoio à Polícia Militar e à Marinha para garantir a segurança dos trabalhadores. As atividades de recolhimento do óleo foram retomadas no dia 12.

A colaboração e o engajamento dos moradores vizinhos aos dutos é muito importante para minimizar o perigo que todos correm com estes atos criminosos. É possível entrar em contato com a Transpetro e denunciar atividades suspeitas por meio do telefone 168. A ligação é grátis e o telefone funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. É possível denunciar também por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): 0800 970 0267 e do Ibama: 0800-618080.