Comércio Irregular

Operação Mercúrio, que revelou a ação de uma quadrilha de roubo de cargas, prende três donos de postos de combustíveis em São Paulo

Publicado em 30/08/2019 por Andre Lunes

Mais um grande esquema criminoso foi desbaratado por meio da ação firme da fiscalização. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Uberlândia, em iniciativa conjunta com outros estados, deflagrou na quinta-feira (29) a Operação Mercúrio, tendo como alvo uma quadrilha especializada em roubo de cargas. As investigações duraram cerca dez meses e tiveram como origem as Operações Catira e Fideliza, deflagradas pela Polícia Federal em 2015.

De 45 mandados de prisão preventiva e 48 de prisão temporária expedidos pela Justiça, foram cumpridos 84,  além de 110 mandados de busca e apreensão, em 11 estados brasileiros: Minas Gerais, Bahia, Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Tocantins e Pará. Em Franca (SP), três donos de postos de combustíveis foram presos suspeitos de roubo e receptação de caminhões de álcool e gasolina.

Além de decretar a prisão dos investigados na primeira fase da operação interestadual, a 4ª Vara Criminal da comarca de Uberlândia determinou o bloqueio de R$ 40 milhões nas contas dos alvos e o sequestro de mais de 200 veículos.

Conforme apontado pelo promotor Daniel Martinez, do Gaeco do MP-MG em Uberlândia, que coordenou a operação, o grupo atuava com diferentes núcleos de atuação, sendo os principais o Núcleo Operacional, responsável por executar roubos de cargas variadas em rodovias da Região do Triângulo Mineiro e Sul de Goiás; o Núcleo dos Negociadores (Intrujões), aqueles responsáveis por negociar as cargas roubadas com os receptadores, que formavam um terceiro núcleo no esquema. Além destes figuravam ainda os Núcleos de Apoio Logístico, responsável pelo transporte e armazenagem das cargas; o Núcleo da Lavagem de Dinheiro, integrado por lojas de carros de luxo, responsáveis por “esquentar” o dinheiro, e também empresas de fachada, que trocavam as notas originais e faziam as mercadorias transitarem como lícitas. Havia, ainda, o Núcleo Jurídico, responsável por dar suporte legal na prática dos crimes. Saiba mais:

http://www.mpgo.mp.br/portal/noticia/operacao-mercurio-promotores-apresentam-balanco-de-crimes-praticados-por-quadrilha-de-roubo-de-carga#.XWho8C5KjIU

https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2019/08/29/gaeco-realiza-operacao-mercurio-em-dez-estados-para-combater-roubo-de-cargas-agiotagem-e-lavagem-de-dinheiro.ghtml