Motor

Marcador de combustível: funcionamento, dúvidas, cuidados e prevenção para evitar a pane seca

Publicado em 30/08/2019 por Antonio Carlos Teixeira

O sistema de medição de combustível de um automóvel é um conjunto que merece atenção, pois defeitos nesse tipo de equipamento podem pegar o motorista de surpresa, causando situações desagradáveis, ou até mesmo inesperadas, como uma eventual pane seca, por exemplo (saiba o que fazer nessa situação). Pensando nisso, o Combustível Legal levantou algumas causas que podem avariar esse medidor tão importante para o veículo, incluindo os cuidados para manter o seu funcionamento sempre em dia.

Basicamente, o sistema que faz a medição é composto por duas unidades: a boia, que mede o nível de combustível no tanque; e o medidor do painel, que indica o nível de combustível para o motorista. A boia flutua na superfície do combustível e é ligada por uma vareta de metal a uma resistência, que tem o papel de “comunicar” o nível de fluido do tanque ao medidor do painel do veículo, conforme a calibração da escala efetuada pelo fabricante. Alguns sistemas mais modernos utilizam sensores eletrônicos em vez de resistência, mas com a mesma função.

Utilize combustível de qualidade

Uma das principais causas do não funcionamento do marcador de combustível está ligada à boia. Feita de plástico, ela pode sofrer a ação corrosiva de combustíveis, como gasolina e etanol, interferindo na medição do sensor de nível. Esse tipo de problema tende a se agravar quando o combustível utilizado não for de qualidade, principalmente se estiver adulterado pela adição de solventes, que provocam, precocemente, sérios danos ao sistema (veja como as peças do carro são danificadas pelo combustível adulterado).

Marcellus Leitão, jornalista e consultor especializado em automóveis, diz que é preciso ficar atento à ação do combustível utilizado no veículo, especialmente o etanol. “Um carro bem rodado, antigo, pode estar com partes corroídas pelo uso compulsório de álcool anidro. O álcool anidro é mais corrosivo, embora os componentes dos carros mais atuais sejam tratados para receber esse combustível”, ressalta (O uso exclusivo de etanol é prejudicial para o veículo?). Outro problema de marcação de combustível também associado à boia diz respeito à sua troca por outra com calibração diferente da original. Nesse caso, busque sempre adquirir peças genuínas e indicadas pelo fabricante do seu veículo.

É preciso levar em consideração, ainda, possíveis falhas elétricas no sistema, incluindo problemas na fiação, na resistência, ou nos sensores. Se defeituosos, ou com mau contato, o marcador de combustível pode apresentar falhas, com oscilação repentina, medição incorreta, mau funcionamento das luzes indicadoras do nível de reserva do tanque e travamento dos ponteiros do medidor. São avarias que podem aparecer, principalmente, em carros mais antigos, com mais de dez anos de utilização, devido ao desgaste das peças. “A questão do medidor é realmente o tempo de uso. Os carros mais antigos sofrem mais com isso e podem realmente ter problemas na bomba e na boia de combustível”, avalia Leitão.

Cuidados a serem tomados

Atenção à oscilação

Fique atento aos níveis de combustível exibidos no painel e à quantidade de combustível abastecida. Caso note alguma oscilação nos níveis, ou travamento dos ponteiros indicadores, procure assistência técnica autorizada.

Não ande na reserva

Não ande por muito tempo – e constantemente – com o carro na reserva. Esse hábito pode prejudicar o sensor de nível e, pior, danificar a bomba de combustível.

Evite a pane seca

Além de desagradável, a parada de um veículo por falta de combustível é uma infração de trânsito média, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A multa é R$ 130,16, acrescida de 4 pontos na CNH, com o veículo sujeito à remoção.

Use combustível de confiança

Uma dica é sempre usar combustível de boa procedência. Isso faz com que a boia dure mais. Como citado na matéria, a gasolina adulterada com solvente pode provocar danos precoces ao sistema. Fique atento!

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